DOENÇAS DO JOELHO

ORTOPEDIA, TRAUMATOLOGIA, CIRURGIA DO JOELHO

LESÕES MENISCAIS

Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas em formato semicircular (em forma de C) que ficam no interior do joelho. São constituídos, na sua maior parte, por colágeno. Cada joelho possui dois meniscos: o medial e o lateral. Têm a função de transmitir forças, de aumentar a superfície articular e de distribuir o líquido sinovial pelo joelho. Podem sofrer lesões em diferentes padrões: longitudinais, radiais e horizontais. Normalmente, é necessário um trauma rotacional do joelho para provocar a lesão (entorse do joelho). O quadro clínico de sua lesão apresenta dor, derrame (aumento do líquido intrarticular) e, eventualmente, travamento. Algumas lesões podem ser tratadas sem cirurgia, mas, usualmente, o tratamento cirúrgico e necessário para a sua correção, através da videoartroscopia (método pouco invasivo que utiliza pequenos cortes na pele para visualização e correção da lesão intrarticular).

LESÃO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

O ligamento cruzado anterior é constituído por fibras que unem os ossos do fêmur e da tíbia. Sua principal função é de impedir a translação anterior da tíbia, além de limitar as rotações do joelho. Ele pode sofrer lesões quando o joelho sofre algum trauma torcional – ruptura completa ou parcial. O quadro clínico de sua lesão apresenta dor, derrame (aumento do líquido intrarticular) e instabilidade (falseio). O tratamento

da lesão ligamento cruzado anterior é, em grande parte, de forma cirúrgica. A reconstrução ligamentar é realizada de forma videoartroscópica (método pouco invasivo que utiliza pequenos cortes na pele para visualização e correção da lesão intrarticular), utilizando o enxerto do próprio paciente (tendões flexores, patelar ou quadricipital) para servir como novo ligamento.

OSTEOARTROSE DO JOELHO
A osteoartrose é a patologia crônico degenerativa mais comum na população idosa. Trata-se de uma das principais causas de dor, de incapacidade física  e de redução da qualidade de vida dos pacientes. O desequilíbrio entre a formação e destruição da cartilagem articular, acompanhada pela tentativa de reparo, são característicos da doença. Como a largura articular é um reflexo da espessura da cartilagem, a redução do espaço articular é visualizada nos exames radiológicos.


Estima-se que 27% da população com mais de 60 anos apresentem sinais clínicos e radiológicos de osteoartrose do joelho, com uma predileção pelo sexo feminino de 75%.


Estão descritos vários fatores de risco que predispoem à osteoartrose: idade avançada, obesidade, patologias sistêmicas que provocam dano articular e destruição da cartilagem,  doenças femoropatelares, infecção osteoarticular, lesões traumáticas como fraturas, características genéticas e alterações congênitas de desvios de eixo dos membros inferiores.
 

O diagnóstico clinico é insidioso e com piora progressiva dos sintomas. Dor mecânica, diminuição do arco de movimento, crepitação, estalidos, edema, derrame, alargamento articular e desvios de eixos mecânico nos casos mais avançado podem ser encontrados.
 

Exames complementares são fundamentais, não só para o diagnostico, como também para avaliar o grau de comprometimento e orientar alternativas possíveis de tratamento, além de excluir outras patologias associadas. Inicialmente, o exame mais importante é a radiografia e, conforme necessidade, ressonância magnética.

O tratamento dependerá da gravidade da artrose e da resposta clínica do paciente e visa o reestabelecimento da função, alivio da dor e melhora da qualidade de vida.

Tratamento não farmacológico:

 

  • Perda de peso, alongamento, reforço muscular, fisioterapia, atividades físicas sem impacto, uso de braces e órtese, bengalas, crioterapia, palmilhas ortpédicas.

  • Tratamento farmacológico:

  • Analgésicos, antiinflamatorios e condroprotetores,

  • Infiltrações de corticoide ou viscossuplementação.
  • Tratamento cirúrgico:

  • Videoartroscopia, cirurgia de correção do eixo mecânico e próteses de substituição articular do joelho.

 

 

 

DOENÇAS DA ARTICULAÇÃO FEMOROPATELAR DO JOELHO

Anatomia:
A patela é o osso responsável pelo elo de força entre o músculo quadríceps (localizado na frente da coxa) e o tendão patelar. Atividades simples do dia a dia como caminhar, correr e andar de bicicleta entre outras passam por esse osso. Para que isso seja possível, dois terços da patela possui cartilagem a qual fica em contato com a região articular do final do fêmur chamado tróclea. Essa articulação é chamada de femoropatelar e para manter a harmonia articular e evitar que a patela saia do lugar, quatro estruturas são fundamentais: quadríceps, ligamento patelofemoral medial, retináculo lateral e tendão patelar.

Tipos de Doenças e Sintomas:
Dor: Alguns pacientes possuem fatores predisponentes para apresentar dor nessa articulação: joelho em valgo (ou alinhamento para dentro), frouxidão de ligamentos com hipermobilidade patelar, fraqueza de quadríceps, alterações rotacionais do membro inferior (pé virado para fora) e formato da patela e tróclea. A dor normalmente é referida na frente do joelho, porém, muitas vezes, não é bem localizada podendo ser difusa. Apresenta piora significativa com atividades que sobrecarregam essa região, como subir e descer escadas, escalar montanhas e saltar. Ficar muito tempo sentado também pode provocar dor o que chamamos de “sinal do cinema”.

Instabilidade ou Sensação de Instabilidade:
A instabilidade é definida, nesse caso, como a sensação de que o ”joelho vai sair do lugar”. Alterações como as descritas anteriormente via de regra estão presentes. O paciente pode somente ter essa sensação ou, devido a um evento traumático, ocorrer a luxação da patela (o osso sai do lugar).

Tratamento:
O tratamento dessa patologia via de regra é realizado com fisioterapia, reforço muscular e órteses (joelheiras). Alguns casos que apresentam luxações frequentes, podem ser submetidas ao tratamento cirúrgico que vai desde a simples reconstrução do ligamento patelofemoral medial até realinhamentos mais complexos (corte no osso para deixar a patela no lugar).

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